Functional Patterns

Brasil

CEO – Naudi Aguilar

CEO – Naudi Aguilar

“Desde que entrei na indústria fitness, minha jornada tem sido de crescimento contínuo. Tudo começou em 2006, quando eu me mudei para San Diego para tentar a vida como personal trainer.

Eu sou músico, mas sempre soube que seria difícil pagar minhas contas trabalhando apenas como compositor ou produtor.

Então, decidi deixar minha paixão pela música de lado e me dedicar a outra paixão: o mundo fitness.

Foi aí que eu comecei minha busca obsessiva para entender melhor o corpo humano.

O conceito da Functional Patterns é uma linha de raciocínio que foi sendo desenvolvida ao longo de toda a minha vida.

Meus pais, super céticos, me ensinaram desde cedo a não aceitar não como resposta, a questionar tudo à minha volta. Eles trabalhavam muito e conseguiam fazer malabarismos com o pouco dinheiro que tinham.

E viviam de acordo com o ditado “pratique o que você prega”.

Como filho de peixe, peixinho é, eu absorvi, do melhor jeito que pude, o que eu tive a sorte de aprender desde cedo.

O método Functional Patterns não é sobre memorização de técnicas.

A proposta de nosso método é revisitar e corrigir a forma como os conceitos atuais da indústria da saúde e do condicionamento físico são interpretados, e, assim, evitar diversas lesões e outros problemas físicos.

Quando eu juntei as experiências que mexeram com o meu ego com os valores que eu havia aprendido quando criança, comecei a enxergar o corpo humano com uma nova abordagem.

Na época em que eu comecei na indústria fitness, eu já tinha estudado muitas ciências sociais que estavam começando a moldar o meu subconsciente.

Eu vim de uma cidade pequena em que a população tinha a cabeça muito fechada e, apesar de eu pensar diferente, algumas dessas influências ainda estão presentes em mim.

Eu percebi que eu tinha muitas crenças limitantes e que eu precisava entender suas origens para poder me libertar delas.

E não foi nada fácil.

Quando eu me mudei para San Diego para começar uma nova carreira, eu sabia que, para fazer sucesso na indústria fitness, eu precisava estar disposto a abandonar todas estas crenças.

Mas existiam algumas crenças que eu sequer sabia que eu tinha, que estavam profundamente enraizadas em mim.

E a que mais me atrapalhou foi a de que deveria ser um cara bombado.

Minhas definições de treino eram extremamente primitivas. Eu achava que, por eu ser baixinho, eu precisava compensar construindo músculos.

Mal sabia eu que passar a maior parte da minha vida treinando para construir músculos era apenas uma máscara para esconder o meu verdadeiro problema: minha baixa autoestima.

Na época, meu conhecimento de hipertrofia era limitado e eu tive a sorte de ter um mentor que realmente entendia a ciência por trás de construir músculos de verdade.

Obviamente, trabalhar em cima da minha já pobre auto imagem não foi algo fácil, mas aprender sobre esta ciência me permitiu usar estas novas informações em muitas outras áreas.

Apesar de eu saber que a ciência existia, eu nunca tinha dado muita bola para ela.

Foi só quando eu comecei a estudar a ciência da hipertrofia que eu entendi quão poderosa ela é.

Tanto que eu ganhei 9 kg de massa magra em 9 semanas sem usar nenhum tipo de esteroide ou suplemento, levantando apenas metade do peso que eu estava acostumado a levantar.

Em 6 anos treinando, eu nunca tinha visto ganhos com tanta magnitude. Parecia que eu tinha encontrado um novo mundo de possibilidades.

Durante o meu tempo de hipertrofia, eu tive muitos colegas de academia que me falavam sobre treinamento funcional.

Esses treinadores da minha academia falavam sobre como a funcionalidade precisava ser administrada se quiséssemos viver mais e com mais saúde.

Eu até entendia que a longevidade seria muito benéfica para os meus clientes. Mas não para mim.

Eu tinha duas escolas de pensamento que me inspiravam.

Jim Patterson, um gênio da hipertrofia que era extremamente científico na sua abordagem e Marcus Heliker, um gênio mais progressista que estava divulgando o futuro do desenvolvimento da indústria fitness.

Com o tempo, eu comecei lentamente a integrar o pensamento progressista com o que eu já estava fazendo. Depois de obsessivamente explorar cada filosofia de treino, eu comecei a perceber pequenas coisas acontecendo no meu corpo que nunca tinham acontecido antes.

Entretanto, ao usar meu corpo como meu primeiro experimento para testar as novas técnicas, eu comecei a sentir dor pela primeira vez na minha vida. Dor debilitante. Dor que me deixou de cama até. Eu tinha problemas como a síndrome do ombro de nadador e dores na lombar que atrapalhavam meu sono à noite e simplesmente não me deixavam funcionar confortavelmente.

Por meses, eu tentei vários tipos diferentes de terapias que me ajudavam temporariamente, mas não resolviam a causa do problema.

Passar  de achar que eu era invencível aos 20 anos a não conseguir treinar foi a experiência que mais dilacerou o meu ego na vida.

Nessa época, eu estava lentamente começando a criar uma noção da minha pobre autoimagem, até o dia em que tomei uma tapa na cara da realidade.

Um amigo me indicou a Laura Vedra, uma terapeuta de massagem científica que tinha uma abordagem diferente das outras terapeutas desse tipo que eu conhecia.

Eu lembro vividamente que, mesmo sem me conhecer, ela disse “você está extremamente deprimido”.

Eu olhei para ela e disse: “o que você quer dizer com isso?”.

“Sua postura está fechada, você está tentando esconder alguma coisa”, ela me respondeu.

Nessa fase, eu estava fazendo exercícios de correção e liberação miofascial quase todos os dias (de acordo com os padrões NASM – National Academy of Sports Medicine, então ouvir isso foi bastante difícil. Eu fiquei remoendo aquilo por semanas até que finalmente decidi fazer uma massagem com ela.

Eu não conseguia imaginar como ela poderia me ajudar. Ela começou a fazer o seu trabalho em mim e explicar a ciência da sua abordagem e como ela tratava pessoas.

E fez muito mais sentido que qualquer outra coisa que eu já tinha ouvido.

O problema era que ela custava 150 dólares a hora e eu vivia contando minhas moedas. Saí da massagem me sentindo frustrado, mas minha lombar e meus ombros já não doíam mais.

Essa experiência plantou uma sementinha que acabou criando a Functional Patterns.

Depois de perceber que eu havia passado a vida toda tentando negar que eu era humano, eu juntei um pouco da teoria que eu estava aprendendo sobre as relações musculares com o aprendizado que tive na infância de ser engenhoso e comecei a experimentar a liberação miofascial.

Eu sabia que eu não conseguiria pagar a Laura, já que estava falido, mas sabia que tinha de haver um jeito de recriar os efeitos que ela tinha me proporcionado naquele dia em que trabalhei com ela.

Com o tempo, eu me tornei o solitário esquisitão da academia, rolando entre as bolas enquanto as pessoas me encaravam. Apesar de estar sozinho e falido, esse foi um dos melhores momentos da minha vida.

Eu estava sem dor, mais ágil, mais forte do que nunca e, mais importante, eu estava vivendo a minha vida com um propósito.

Eu levei um ano mais ou menos para aprender o processo e ele tem sido a minha base de informação até hoje.

A vida é um constante aprendizado, com batalhas contínuas para descobrir o que realmente significa ser saudável.

Eu serei para sempre um eterno aprendiz, estudando sobre o corpo humano, totalmente consciente de que nunca conseguirei desvendá-lo completamente.

A expressão “quanto mais você sabe, mais você sabe que não sabe” se torna verdade cada vez que aprendo algo novo.

Com isso, vem uma paixão ainda mais forte de servir a comunidade do bem estar e a humanidade em geral.

Um abraço,”

Naudi Aguilar

CEO e fundador do Functional Patterns

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